Enxoval: cama e banho

Continuando o último post, em que falei sobre opções de compras para ítens de cozinha, vou contar agora sobre comprinhas para cama e banho que valem super a pena. Que sensação boa que é dormir naquele lençol que te prende eternamente à cama, né? Tudo bem que fica mais difícil acordar, mas que é maravilhoso é! Com os preços super acessíveis que temos em algumas lojas daqui, temos acesso a lençóis de tão boa qualidade (leia-se muitos fios) que todo mundo pode se sentir dormindo num hotel 🙂

Não só para lençóis, mas também para colchas, toalhas, tapetes e mantas as minhas lojas preferidas são:

Macy`s

Apesar de eu não ter a menor paciência pra andar por lá por achar a loja muito grande, tenho que admitir que o departamento de casa deles é muito bom.  Pra quem curte comprar on line, aí é maravilhoso porque o site deles tem tudo e não tem o inconveniente de ter que ir até a loja e andar na região mais “feinha e zoneada” da cidade, na minha opinião. Como eu gosto de ir até a loja e escolher estas coisas fisicamente, já pego o elevador pro sexto andar e passo um bom tempo lá vendo tudo. A curadoria deles é muito boa, encontramos marcas como Ralph Lauren, Charter Club, Martha Stewart e Hotel Collection. E são muuuuuitas opções para todos os bolsos e gostos. Outro fator que valorizo é que há kits de lençol e não só peças avulsas como vejo na maioria das outras lojas.  Além disso, eles têm muitas promoções. Esta semana mesmo a loja e o site estão com 25% de desconto.  Se estiver por aqui, corre, porque acaba no dia 05 de maio. Uma última dica pra quem (como eu!) fica perdido com tanta opção: dá pra olhar tudo pelo site, comprar e buscar na loja. Assim, chegando lá, caso não seja o que você imaginava, já troca ou pega o $ de volta! #ficaadica 😉

 

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Century 21

Quem prefere ir até a Century 21 geralmente acha um preço melhor do que o da Macy`s. Nada tãaao mais barato assim, mas lá tem umas pechinchas imbatíveis mesmo. O que me incomoda nesta loja é a falta de consistência: por ser um outlet, tem dia que tem muita coisa, tem dia que não. Além disso, as marcas também mudam muito, cada visita é uma surpresa. Obvio que sempre vai ter toalha, lençol, jogo de cama, mas às vezes só tem de uma marca caríssima que, apesar do super desconto, está fora do budget. Ou às vezes só tem lençol x fios e você queria y! Isto eu acho um inconveniente de lá. Claro que, tendo tempo, vale a pena olhar, mas se você quer ter certeza que vai achar o que procura, melhor ir na Macy`s. Você já vê pelo site o que vai achar na loja enquanto que o site da Century 21 é super limitado, nem mostra as opções de cama, mesa e banho! MAS, de novo, por ser um outlet, tem sim preços muito bons. Por isto coloquei na lista 😉 Importante: a única Century de Manhattan que vende coisas para casa é a de Downtown (22 Cortland Street), que fica em frente ao Memorial do 09/11. Olha aí o passeio casado! hehe

Pottery Barn

Ah, como eu AMO a Pottery ❤ Esta é, na verdade, uma loja só de coisas para casa, com móveis, lustres, peças de decoração, tapetes etc etc etc É tudo lindo e de extremo bom gosto. Tem cada peça maravilhosa para a mesa! Não é super barata, mas tem sempre promoções e gosto de ir lá para me inspirar e pensar soluções criativas para a casa. Eles têm uma curadoria bem bacana de jogos de cama e banho, com materiais orgânicos e opções de customização (inserir iniciais, monogamas etc). Os preços se comparam talvez aos da linha Ralph Lauren na Macy`s. A qualidade é excelente. Vale muito a visita pra conhecer a loja toda!

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Tudo lindo, né? E pra quem leu o último post, aproveitem a visita à Bed Bath & Beyond e vejam também algumas coisinhas para cama e banho!

Boas compras 😉

bjim

Carol

Enxoval: coisas para cozinha

Estas últimas semanas foram bem animadas! Meus pais vieram passar a Semana Santa comigo e foram embora ontem (buáááá)! Por isso fiquei meio ausente por aqui, dando atenção full time pra eles. Aproveitei a presença de mamis para comprar algumas coisinhas para a casa – jogo de chá, porcelanas etc. Tudo que eu ganhei de casamento, mas que deixei guardado no Brasil para quando voltar, precisei comprar novamente aqui. Por um preço MUITO menor, obviamente. Além disso, duas amigas noivinhas também estiveram na cidade e, além de olharem vestidos, aproveitaram as ofertas tentadoras de cama, mesa e banho nas lojas daqui! Conclusão: virei quase que uma expert neste tema! hehehe

Que a diferença de preço e qualidade entre produtos comprados aqui e no Brasil são gritantes, já sabemos né? Sem contar a variedade que existe nas lojas daqui e a variedade de lojas também! Como é muita coisa, decidi separar os posts em: cozinha, cama, mesa e banho. Hoje vou falar de peças para a cozinha. Confesso que é a minha preferida! Amo panelas, formas de bolo, talheres, travessas, batedeiras…ai ai amo cozinhar! E comer, obvio! haha

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Esta talvez seja a parte mais “fácil” do enxoval. Digo isso porque existe uma loja que você consegue garantir todos estes ítens. “Ah, mas eu quero algo muito específico, ou uma promo da loja y”, claro que dá pra garimpar muito, mas pra quem não tem muita paciência e/ou tempo, dá pra resolver a vida na Bed Bath & Beyond. Pra quem não conhece, ela é um mix de Casa e Vídeo (em termos de tamanho e variedade) com a Spicy (em termos de qualidade). Tem várias espalhadas pela cidade, além do site. Vou mostrar um pouquinho do que encontramos lá:

Bakeware: marcas como Le Creuset, OXO, Calphalon, além de milhares de outras.

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Small Appliances: nesta categoria encontramos as famosas batedeiras KitchenAid, liqüidificadores Cuisinart, processadores, torradeiras etc.

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Tools and Gadgets: espátulas, medidores, potinhos, ralador de queijo, cortador de batata etc. Minhas marcas favoritas aqui são: OXO, Calphalon e Cuisinart.

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Outras categorias: agora um mix de ítens de outras categorias

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Muita coisa, né? E ainda tem muiiito mais na loja, pois, além de cozinha eles ainda têm cama, mesa, banho e uma farmácia maravilhosa!

Um boa dica é se cadastrar no site deles. Você ganha 20% de desconto em 1 ítem on line ou na loja. Bacana, né? Dá pra deixar pra usar na peça mais cara que for comprar 😉

Nos próximos posts, falarei sobre as melhores lojas para cama, mesa e banho.

bjim

Carol

 

Spring Time: circuito das flores em NYC

E finalmente a primavera chegou. Apesar de ainda estar friozinho, é um clima beeeem ameno e gostoso, daqueles que vc sai com um casaquinho leve e tira no sol, coloca de volta na sombra e por aí vai. Pra mim, um dos maiores presentes do spring time é o festival de flores maravilhosas que surgem a cada canteiro da cidade. Até o simples jardim do meu prédio está lotado de tulipas. Como não amar ❤ ?! As praças são um show à parte. Destaco a Washington Square, a Union Square e a Madison Square Garden como as mais belas que vi até agora. Vale muito a visita! Além dos jardins, rolam umas feirinhas de flores pra comprarmos e deixarmos nossas casas também com a linda cara da primavera. É tudo muito colorido e realmente a cidade toda sente este clima.  Dos supermercados às delis, encontramos raminhos de tulipas, lavandas e várias outras flores lindas que alegram os meus dias por aqui.

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Flores

Um programa imperdível se você estiver na cidade neste período é visitar as famosas Cherry Blossoms, ou simplesmente cerejeiras. São árvores de origem asiática que dão flores maravilhosas! E isto acontece exatamente neste inicinho de primavera, corre pra não perder! O Central Park é o destino mais óbvio pra quem quer vê-las, basta andar um pouquinho que certamente encontrará algumas. No entanto, na minha opinião, a maior concentração de Cherry Blossoms acontece no Brooklyn Botanic Garden. Como o nome já sugere, é um jardim botânico situado no  Brooklyn. Tem metrô saindo em frente, é um lugar fantástico para ser visitado o ano todo (menos novembro e dezembro que não têm flores desabrochando!). Pelo site, podemos ver quais flores encontraremos em cada mês, então dependendo de sua preferência, você escolhe o mês certo para visitar! Como eu amo as cerejeiras, elegi abril como o melhor mês. Além delas, as tulipas, magnólias, orquídeas e outras tantas estão decorando lindamente o jardim este mês. Vejam as imagens de lá:

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Não é lindo? A entrada custa U$10,00 e aos sábados é gratuita. E bem coladinho ao Jardim Botânico fica o Brooklyn Museum! Eles têm um preço especial para a entrada contemplando os dois espaços. Excelente, né? E imperdível!

bjs

Carol

 

Brasileiros em NYC: Jú Lang dá as dicas

Desde que vim pra cá, conheci muitos brasileiros e a cada encontro, aprendo um pouco mais sobre a cidade: um bar novo que abriu, uma peça que estreiou, um festival que vai rolar no verão e por aí vai. Saio destes encontros cheia de anotações. Algumas ainda mais preciosas, por serem de “utilidade máxima” para brazucas aqui: costureira que faça bainha como no Brasil, mercadinho que venda leite condensado e a principal: manicures que tirem a cutícula! haha Papo vai papo vem eu percebi que realmente cada pessoa é diferente e que, apesar de todas morarem aqui, as histórias de vida são muito singulares o que leva a estilos e escolhas completamente únicas. O que é excelente, já que recebo dicas preciosas de cada uma delas! Mas acho injusto guardar tanta coisa legal só pra mim, por isso criei esta seção de entrevistas. Ia ficar muito chato ouvir só as minhas opiniões, ne? Tem muita gente interessante por aqui com sugestões diferentes e valiosas. A cada entrevista, conheceremos um pouco a história de um brasileiro residente de NYC, o que ele faz aqui e o principal: o que ele acha incrível e imperdível. Tenho certeza que, daqui a pouco, depois de lerem tantas entrevistas (além das minhas próprias histórias) cheias de dicas bacanas, vocês vão perceber que 1 semana, 15 dias, 1 mês é muito pouco para usufruir de tudo que NYC nos oferece. E talvez entendam um pouco o porquê de não irmos embora, apesar da saudade eterna!

Para abrir esta categoria do blog, convidei uma amiga muito especial: a Jú Lang.

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Já éramos amigas no Brasil e o destino nos uniu aqui novamente. É muito bom tê-la por perto. Niterói une as pessoas! haha Ela é super entendida e apaixonada por esta cidade, além de ter as coolest tips ever 😉 O problema é que ela é tão dinâmica quanto a cidade, ou seja, terei que entrevistá-la mais vezes, pois provavelmente ela sempre terá novas e incríveis experiências para compartilhar conosco! O que será ótimo!

Vamos às dicas da Jú!

Nome: Juliana Lang.

Idade: 28 anos.

De onde veio: Niterói, Rio de Janeiro.

Há quanto tempo por aqui: Desde Agosto de 2010, entre indas e vindas.

Veio pra cá para: Estudar na NYU e trabalhar.

E hoje em dia faz: Trabalho no time comercial da Leblon Cachaça.

Melhor mês para se visitar a cidade: Junho ou Setembro, não está nem tão frio, nem muito calor. O melhor da cidade é conhecer tudo andando, porque tem tanta coisa interessante pelo caminho: museus, parques, lojas. E a melhor época do ano para sair perambulando por aí são esses meses.

Bairro preferido: Pode ser mais de um? Tenho muitos preferidos, por motivos diferentes. East Village, adoro o jeito descontraído de ser das pessoas, não tem moda que prevaleça ou regras, cada um é o que quer. Gosto da energia alternativa e da agitada vida noturna. Soho, a rua Bleecker é minha favorita, super chique, lojas incríveis, ótimo para passear, olhar as vitrines. Na minha opinião é o bairro que mais traduz a NYC que vemos em filmes. West Village, sonho de consumo, adoraria morar lá, o bairro é muito charmoso.

Restaurante para jantar: Meu preferido era o Pastis, que fechou (tenho até o menu do restaurante num quadro na minha parede!). Hoje, recomendo o preferido do meu namorado, Kuma Inn. É bem novaiorquino, escondidinho, charmoso, comida deliciosa e BYOB.

Restaurante para almoço/brunch: Depende. Se for para um almoço/brunch mais calmo, adoro ir em diners perto de casa. Acho super novaiorquino, adoro comer Eggs Benedict e tomar café à vontade. Se for para um almoço/brunch mais agitado, Bagatelle é incrível. Existia há alguns anos um brunch sensacional, Day & Night. E era exatamente como o nome dizia, você chegava de dia, mas a festa era como uma balada à noite: DJ, música alta, muita bebida, super divertido. E, melhor de tudo, era no Plaza Hotel. Mas, desde que fecharam para reforma, o Bagatelle tem cumprido a função. É carinho, mas super legal. Outro almoço/brunch que adoro é Juliette, em Williamsburg. Passear pela área no final de semana é muito gostoso, e durante o verão o Juliette tem um “rooftop” no segundo andar que é uma delícia!

Pra tomar uma cerveja com os amigos: Meu lugar favorito só abre no verão, Frying Pan. É um bar dentro de um navio no Hudson River. O pôr do sol é lindo, e o ambiente super agradável para uma cervejinha. Para mim, é o bar que mais se iguala aos botecos no Brazil. Ir em sports bars com amigos durante a temporada de futebol americano também é super divertido.

Programa imperdível na cidade: Andar de bicicleta pelo Central Park. O parque é lugar-comum dos turistas, mas é realmente muito lindo. Andar de bicicleta, vendo as pessoas correrem, andarem com seus cachorros, brincarem com suas crianças, fazerem picnics, pegarem sol, é muito gostoso. E, durante o passeio, recomendo um “pit stop” no Levain Bakery para comer o melhor cookie do mundo 😛 Também acho imperdível ir a uma peça da Broadway. As produções são muito bem feitas, e o talento dos atores/cantores é emocionante.

Se alguém só tivesse um dia na cidade, o que recomendaria? Nossa, um dia é muito pouco para uma cidade como NY! Recomendaria acordar cedinho, passear pelo Central Park. De repente, tomar café da manhã no Le Pain Quotidien que tem dentro do parque ou fazer um picnic num dos gramados. Depois, passear pela Bleecker Street, visitar as lojas, fazer umas comprinhas e almoçar em algum restaurante gostoso pelo Soho. O Mondrian Hotel tem um restaurante lindo e delicioso na área. À tarde, ir no museu Moma – meu favorito, e se deliciar com o Starry Night. Assistir uma peça na Broadway e terminar o dia com um jantar no Kuma Inn. Perfeito!

Porque não ir embora: Porque essa cidade contagia, te conquista de um jeito que é difícil de desapegar. O acesso aos melhores restaurantes, a vida cultural intensa, a população vinda de todos os cantos do mundo, os metrôs que te levam para todos os lugares, se identificar nos filmes que têm NYC como cenário, a sensação de morar numa cidade que todos querem visitar.

Porque ir embora: Porque o dia-a-dia com a família e amigos que moram longe dá uma saudade inimaginável. Fora a saudade da praia, do chopp gelado, da manicure, do arroz e feijão todos os dias, do suco de fruta fresco.

Em uma frase/palavra, NYC é: viciante.

Não disse que ela é demais? Até eu anotei várias coisas novas só com esta entrevista! Jú, muito obrigada pela sua participação e pelo carinho em responder as perguntas com o máximo de detalhes possível. Ficou TOP! 🙂

Espero que gostem! Semana que vem teremos mais gente bacana dividindo suas histórias conosco.

bjim

Carol

Brunch is the new Lunch!

Vocês já devem ter percebido que eu AMO comer, né? rsrs Mas não comer por comer, tipo qualquer coisa trash que tenha em casa. Eu curto o momento da refeição – sentar com os amigos num lugar gostoso, que alguém indicou ou que fomos antes, sem muita pressa, curtindo a tarde ou a noite. Pra mim, este momento “gastronômico” faz parte do programa, muitas vezes sendo ele, inclusive, o programa principal! Muita gente prefere economizar com as refeições para gastar em compras, por exemplo. Eu sou o extremo oposto. Respeito as diferentes opiniões, mas sinto um pouco por quem não tem estes momentos, porque, pelo menos para mim, são os que proporcionam as melhores memórias. Não faço a menor idéia do que comprei na minha última viagem e provavelmente já até saiu de moda e nem uso mais. Agora lembro no detalhe do café da manhã delícia que tomei perto do hotel, do almoço num restaurante muito fofo que uma amiga indicou, lembro até do que conversamos neste almoço, juro! Não tem preço, são memórias de bons momentos passados com pessoas queridas e que ficam pra sempre!  E não falo de comer em lugar caro, chic, nada disso. Até porque isso eu nem faço! Me refiro apenas a dedicar um tempo da vida para sentar à mesa e aproveitar com o marido, amigas, botar o papo em dia, enfim, relaxar! Ainda bem que as minhas amigas são como eu e sempre que tem alguma por aqui, aproveitamos muito, apesar de eu acabar ganhando alguns pounds! rsrs

Uma das coisas que mais gosto de fazer nos finais de semana (eu e todos os nova-iorquinos!) é um brunch. O brunch nada mais é do que uma mistura de café com almoço. Os restaurantes geralmente começam a serví-lo cedo, tipo assim que abrem e mantêm este cardápio até umas 2, 3pm. Se você está vindo pra NYC e não pretende ficar só no Starbucks (que eu AMO de paixão), fiz uma lista dos restaurantes que servem os brunches que mais gostei até agora. O legal é você já planejar um brunch na mesma região que pretende passear naquele dia, assim seu trajeto já começa no restaurante, né? #ficaadica

Lafayette: este lugar é muito fofo. Fica na Lafayette St, pertinho da Washington Sq. É francês, na entrada eles têm uma padaria liiiinda cheia de pães, croissants, macarons, um sonho! Além disso, tem o restaurante mesmo com mesas e tal. É muito bem decorado e grande, ou seja, sem muitos problemas para conseguir mesa (mas ainda assim é melhor reservar sempre!). Eu confesso que achei o cardápio geral um pouco fresco demais, mas optei pelos ítens de brunch mesmo (paes, ovos, leite e suco) e estavam muito gostosos. Me traz excelentes recordações, pois fui lá pela última vez com a minha mamis e com a minha sogrinha amada 🙂 Eles disponibilizam cardápio no site, inclusive com os preços, vejam aqui.

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Gemma: é o restaurante do Bowery Hotel (335 Bowery). Eu amo este brunch! Foi indicação da Fê, uma amiga que também mora aqui e que me deu as melhores dicas gastronômicas até hoje – tks, Fê 🙂 Foi sugestão dela, inclusive, que experimentássemos o pão de banana que eles oferecem lá. É INCRÍVEL! Infelizmente, eles não vendem, só dá para aproveitar os que eles deixam na mesa mesmo, mas vale a pena! As opções do menu são ótimas e bem variadas. Como o restaurante é italiano, além dos pratos mais voltados para café (omeletes, panquecas, croissants), temos também opções de pizzas e massas. É bom porque as vezes marcamos um brunch pra tão tarde que já estamos com fome de almoço mesmo, ne? Mais informações aqui

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A foto do pão de banana está tosca, porque acabei não tirando a foto antes de começar a atacar!!! rsrs

Clinton Street Baking

Este foi indicação da minha amiga Julia! Desde que ela chegou aqui, cismou que tínhamos que conhecer o Clinton, porque era muito bem falado, bombado, filas intermináveis etc. Bom, decidimos então ir lá numa quinta as 11 da manhã, já que eles não reservam e não estávamos muito no clima de fila (quem gosta?!). Mandamos muito bem, porque esperamos uns 20 minutinhos no máximo (reza a lenda que são 2 horas de espera nos fds), então se possível, vá durante a semana! Ele fica no Lower East Side, uma área que eu não gosto muito, acho bem decadente, na verdade. Só valeu pra conhecer o Clinton mesmo! O lugar é pequeno, decoração bem “maomeno”, mas a comida é realmente maravilhosa!!! Já ganharam vários prêmios de “melhor panqueca da cidade”, “melhor restaurante para café da manhã” etc. As panquecas derretem na boca e vêm com uma calda homemade deles que parece o nosso caramelo. Muuuito bom! Agora as porções são giga! Eu e a Ju fomos com muita sede ao pote e cada uma pediu o seu, nossa, largamos metade! Super vale dividir! Babem pelas fotos acessando o site aqui.

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Rosemary`s

Falei sobre ele neste post. Um dos melhores italianos que já fui na cidade agora está aceitando reserva para brunches. Grande vantagem de estar localizado no West Village, lugar perfeito para um belo passeio.

Le Pain Quotidien – Central Park

Esta é uma padaria mesmo, tem milhares espalhadas pela cidade e pelo mundo. Quando eu morava em SP já tinha por lá também. Até aí nada demais. Não indicaria como um brunch especial se não fosse pela unidade que fica no Central Park. Acho muito conveniente e gostoso correr ou passear no parque e depois sentar na varandinha dessa le pain pra tomar um cafe (ou uma cerveja! Eles têm de tudo!), apreciar o verde, descansar um pouco. É muito gostoso e bem informal, quase que um picnic no parque, mas sem trabalho! rsrs Ficou fechada durante o inverno, mas agora finalmente reabriu. Minha dica? O croissant de queijo com presunto, vem quentinho, delícia!

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The Loeb Boathouse Central Park

Seguindo a linha do brunch no parque, esta é uma opção mais formal. Aqui é uma “casa no lago”, pois funciona literalmente beirando o lago! As pessoas andam de caiaque, é super romântico e você assiste a isto e a toda natureza exuberante de camarote na varanda deste restaurante. É o famoso “lunch with a view”, neste caso, brunch 😉 O brunch só é servido nos finais de semana, fica lotado e guess what??? Eles não reservam :((( Mas tudo bem, vale a pena chegar no parque, deixar seu nome lá e dar uma volta, aproveitar a natureza e voltar quando a mesa estiver pronta. Se você não curte esperar, vai lá para um almoço ou jantar, para estas ocasiões eles fazem reserva sim. Acessem o site aqui.

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Ladurée

Dispensa comentários, né? Aquela loja SONHO de Paris tem uma unidade maravilhosa no SOHO que, além da tradicional sala de doces, conta com um salão de chá/restaurante que é uma coisa de lindo! Confesso que ainda não fui a um brunch, mas sim a um jantar e amei de paixão. Li o menu de brunch e é maravilhoso! Irei lá muito em breve e atualizarei aqui com minha opinião final 🙂 Mais informações, acessem aqui.

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Bom, nunca conseguirei falar de todas as opções, assim que fechar mais uma lista, faço a parte 2 deste post tb! Além disso, farei um muito em breve com os brunches dançantes, aquelas baladas diurnas, sabe? Só preciso ir a mais alguns para fechar a lista 🙂

beijos,

Carol

 

Programinha Cult: Lincoln Center

Com a primavera chegando (no gerúndio mesmo, porque ainda não chegou totalmente), a vida fica muito mais fácil. Não há espontaneidade no inverno, já que você pensa 30 vezes antes de sair de casa naquele perrengue e ainda leva mais uns 30 minutos calçando galocha, roupa térmica, casaco, cachecol aff que cansaço! Com o clima mais ameno, nossa, como tudo melhora! Dá pra fazer compras (sim, porque não dá pra ir ao supermercado com neve e sem carro! É tudo on line), correr no parque ou simplesmente andar despreocupada pelas ruas. A cidade sente isso, o clima muda, tem muito mais gente nas ruas, feiras ao ar livre, pessoas felizes! É impressionante como depois de 3 meses de clausura, passamos a valorizar tanto coisas banais como andar devagar na rua, sentar no parque pra tomar um café – é realmente libertador! E a agenda cultural da cidade, que andava tão murcha, começa a bombar nesta época! É muita alegria junta! rsrs Não é porque é meu vizinho não, mas o Lincoln Center se tornou meu cantinho preferido por aqui. Primeiro porque eu amo lugares bonitos e, principalmente, ao ar livre. Não consigo ficar muito tempo dentro de um museu, por exemplo. Segundo porque tem a pracinha em frente, com a feira de frutas e flores, o stand do waffle, o chafariz cheio de bebês fofos, ah eu me sinto muito bem ali! Posso ficar só ali fora, não participar de nenhum concerto que já to me achando super culta só pela energia (ou por osmose!) rsrsrs. Brincadeiras à parte, de fato o Lincoln Center agrada pessoas de diferentes gostos por sua variedade de atrações, são dezenas de companhias e instituições culturais, é o maior complexo de performing arts do mundo! Até o NY Fashion Week tem acontecido ali. A praça principal, onde fica o chafariz, se chama, na verdade, Josie Robertson Plaza e serve não só para lazer como também para sediar os eventos ao ar livre. Ano passado, assisti uma open air opera de graça, foi muito legal!

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Em volta desta praça, estão os 3 prédios mais famosos:

1) Metropolitan Opera House. Como o nome já sugere, é a sede da Metropolitan Opera. Na minha opinião, é o prédio mais bonito de todos, com lustres incríveis. O teatro abriga 3.900 pessoas e a programação nesta época é intensa, quase que diária.

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2) Avery Fisher Hall. Este é o prédio da New York Philharmonic. São 2.738 lugares.

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3) David H. Koch Theater. É o teatro de dança, sede da New York City Ballet.

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O complexo tem muito mais do que apenas os 3 prédios principais. Ele abriga ainda bibliotecas, teatros, além da super famosa Juilliard School. É num prédio moderníssimo que fica este conservatório onde gente do mundo inteiro chega pra estudar dramaturgia, dança e música. O bacana é que rolam várias performances de alunos da Juilliard nos teatros do Lincoln, como por exemplo, no Alice Tully Hall. Este último também conta com um café super moreninho e fofo, onde adoro comer um hot dog 🙂

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Por fim, um outro ponto que acho que vale pontuar sobre o Lincoln Center é o Jazz at Lincoln Center. Apesar de não ficar dentro do complexo, mas num anexo dentro do Time Warner Center (um shopping em frente ao Columbus Circle), acho um programa imperdível! São salas super bonitas, você reserva uma mesa ou um lugar no bar, janta e assiste a uma performance muito legal. Cada dia tem uma atração diferente, sempre de jazz, e os preços são super acessíveis, é um couvert artístico, na verdade (em torno de U$25,00). O restaurante é super bom, recomendo! Iniciei minha programação desta primavera indo lá esta semana, inclusive. A atração era um grupo do Juilliard School chamado The Juilliard Jazz Ensemble. Very cool 🙂

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Como falei no início do post, é nesta época do ano que a agenda cultural começa a bombar. Confiram as próximas atrações aqui.

Liçoca, achei essa foto nossa aqui! Tá longe, mas tá valendo! Saudadeeee!! ❤

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Welcome, spring!

Carol

1 ano em NYC: 7 coisas que aprendi vivendo aqui

Há exatamente 1 ano, eu embarquei  neste projeto de vida que tinha com o meu marido – viver fora do Brasil. As razões eram inúmeras e não vêm ao caso neste post, mas fato é que 1 ano se passou como se passa 1 mês, foi tudo muito rápido. Apesar do pouco tempo, já aprendi muito com a cidade. Algumas vezes ela te ensina, outras ela te obriga a aprender. Eu já havia vindo pra cá a passeio algumas vezes, mas tudo é diferente quando moramos no lugar, ne? Com a rotina, é possível observar a dinâmica da cidade, o comportamento das pessoas e se enquadrar logo para a adaptação não ser tão difícil. Muito do que aprendi (na marra muitas vezes!) vale também para quem é turista, por isso resolvi fazer esta listinha muuuuito resumida com as principais dicas que podem ajudá-los nas próximas viagens 🙂

1) NYC x USA: uma vez ouvi uma frase genial que dizia “I`m so glad I live in NYC and not in the United States”. Claro que é uma brincadeira, mas fato é que NYC é tão global que poderia estar localizada em qualquer lugar. Aqui, dificilmente você encontrará aquelas famílias típicas americanas, sentadas calmamente comendo panquecas num restaurante. A velocidade é outra, a cidade está eternamente com pressa. Também pudera, Manhattan é uma ilha super pequena (eu brinco que é menor que Niterói!) com mais ou menos 1,5 milhões de habitantes, mas que recebe 50 milhões de turistas por ano!!!! Imaginem o caos? Ou você anda (e pela direita sempre, por favor) ou passam por cima! Não parar de repente no meio da rua (do mesmo modo que não paramos o carro do nada no meio da estrada), se manter a direita nas calçadas, deixar o lado esquerdo da escada rolante para quem está com pressa são mais do que gentilezas, são regras básicas de educação por aqui.

2) Metrô: ele é o retrato deste caos populacional. No entanto, como todos sabem para onde têm que ir, é um caos organizado. Para não ficar patetando na entrada do metrô e levar um esbarrão, baixe o aplicativo “Embark NYC”. Ele mostra todas as linhas, é bem didático e não precisa de internet. Caso tenha internet, use o google maps que também é uma mão na roda! Se você pretende andar muito de metrô pela cidade, já compre o ticket de 7 dias ilimitado, vale muito a pena! Ahhh! E se a porta do trem (sim, metrô aqui é chamado de trem, ou melhor, train) tiver fechando, não tente entrar porque ela vai fechar em você! Acontece direto. Tudo bem que não te esmaga, ela acaba abrindo, mas bate de verdade na gente, então vamos evitar, né? Por último, regra básica de educação: espere as pessoas saírem do metrô antes de entrar. E dê espaço para que elas saiam, não fique parado na frente da porta. Eu sei que é muito obvio, mas juro que vejo muita gente sem noção por aí!

3) Taxi: só faça sinal para os taxis livres, ou seja, os que estão com a luz do taxi acesa. hahaha Esta é bem obvia também, mas o que eu vejo de turistas fazendo sinal para taxis ocupados… Outro ponto importante: dê sempre seu endereço em forma de esquina, não adianta falar só a rua que vai, pois como eles vão saber qual é a altura da rua, certo? É a mesma coisa que fazemos no Brasil! E, se puder, pague no cartão. A maquina fica em frente a você no banco de trás, é bem rápido e vc não não corre o risco deles não terem troco (nota de U$100 esquece!). Apesar deles serem grossos e freiarem como ninguém, deixe sempre 1 a 2 dolares de tip, faz parte da cultura. Por fim, os taxis fazem a troca de turno por volta das 4pm, então fica bem difícil conseguir um livre neste horário. Se ligue para sair antes das 4pm ou vá de metrô.

4) Ruas de Manhattan: esta eu aprendi logo que cheguei e ajuda muito na localização! Como se sabe, as ruas aqui não tem nomes (a grande maioria, pois algumas têm sim, especialmente downtown – soho, village etc), mas números, o que facilita muito acharmos o endereço. Se eu estou na 40 e quero ir para a 60, já sei que preciso subir 20 ruas. As “streets” cortam horizontalmente o mapa, enquanto que as avenidas cortam verticalmente. A quinta avenida faz a divisão da ilha em leste e oeste. É bem mais prático e não precisamos decorar nomes. Para saber a mão das ruas, saiba que as pares seguem fluxo para o lado leste, enquanto que as ímpares seguem para o oeste. No caso das avenidas, o raciocínio é feito em relação a Broadway (uma avenida que corta diagonalmente a ilha). As que ficam do lado oeste da Broadway e são pares, sobem. As ímpares descem. No lado leste, é exatamente o contrário. Lendo assim parece complicado, né? Mas andando nas ruas vai ficando bem mais fácil. Existem também, claro, algumas ruas mão dupla, mas aí é muito detalhe, né?

5) Restaurantes: adquirir o hábito de fazer reserva me ajudou muito. Como isto é essencial por aqui, chegar num restaurante sem reserva é pedir pra ficar plantado esperando por uma mesa. Tô fora! O melhor aplicativo do mundo para isso é o Open Table. Você baixa gratuitamente, coloca o horário que quer, quantas pessoas e até o restaurante se já tiver algum em mente. Reserva ali sem custo nenhum, super rápido e evita longas esperas. É maravilhoso! Uma dica: muitos restaurantes não “te sentam” enquanto todas as pessoas da reserva não tiverem chegado, por isso, combine o horário certinho com os amigos para evitar que fiquem de fora por causa de um atrasado! Pontualidade aqui é levada a sério. Sobre tip em restaurante, nada muito novo: de 15% a 20% é o normal. Ah! E só entre em restaurantes, delis, cafés que tenham a placa sanitária na porta com a letra A. Significa que receberam nota máxima de higiene. Fujam do B e principalmente do C!

6) Choque Térmico: as estações do ano aqui são super bem definidas. A boa notícia é que a cidade é muito bem preparada para elas, mas a má notícia é que isto faz com que tenhamos que estar preparados para um belo choque térmico. Explico: durante o inverno, as lojas e áreas fechadas em geral ficam muuuuito aquecidas, ou seja, você morre de calor com suas roupas de inverno. No verão, o contrário: as lojas ficam geladas e você morre de frio. Solução? Andar em camadas no inverno e ter um cavaquinho leve em mãos no verão. Importante também sempre checar a previsão do tempo antes de sair de casa. Eles são certeiros. Mesmo que esteja um céu azul, se está dizendo que vai chover, pode levar um guarda-chuva porque vai chover!

7) Mito: esta história de “city that never sleeps” é pura lenda! Na verdade, as lojas fecham geralmente as 8pm e os restaurantes por volta de meia noite. Cheque antes certinho o horário de funcionamento do local que deseja ir. Claro que têm as baladas que varam a noite, alguns lugares 24h (drogarias principalmente) e pontos turísticos que vão até mais tarde, mas assim como há em qualquer lugar do mundo.

Vou parar por aqui porque este post já está muito grande. Talvez eu faça um “parte 2” com mais destas dicas básicas! Morar fora é um aprendizado sem fim e eu AMO cada dia mais esta cidade louca e linda! Que venham os próximos anos 😉

Frase NYC